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Diagnóstico Provimento 213/2026

Mapeie gratuitamente o nível de conformidade da sua serventia extrajudicial com as exigências do CNJ

Etapa 1 de 11 0%

Dados da Serventia e do Titular

Preencha as informações para identificar o diagnóstico

Classe da Serventia

Selecione com base na arrecadação bruta semestral (art. 16 do Provimento)

Classe 1
Menor porte
Receita semestral
até R$ 100.000
Classe 2
Médio porte
R$ 100.001 a
R$ 500.000 / semestre
Classe 3
Maior porte
Acima de
R$ 500.000 / semestre

Etapa 1 — Governança e Conformidade Legal

Designações formais, PSI, autenticação e LGPD

Etapa 1 — Governança e Conformidade Legal

11 itens a avaliar

0/11
C1 C2 C3
Responsável técnico interno designado formalmente para implementação do Provimento
O cartório precisa ter uma pessoa formalmente indicada (por escrito) que será responsável por coordenar todas as adequações de TI exigidas pelo Provimento 213. Pode ser o próprio titular, um funcionário de TI ou um prestador de serviços contratado. O importante é que haja um nome definido e documentado.
C1 C2 C3
Delegatário designado como controlador de dados pessoais (LGPD)
Pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), toda organização que coleta ou usa dados pessoais precisa de um "controlador" — a pessoa que decide como e por que os dados são usados. No cartório, esse papel é do titular (delegatário). Ele precisa ser formalmente reconhecido nessa função e assumir as responsabilidades legais pelo tratamento dos dados dos clientes.
C1 C2 C3
Encarregado/DPO designado, quando exigido pela LGPD
O DPO (Data Protection Officer) é a pessoa que serve de canal entre o cartório, os clientes e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Nem todos os cartórios são obrigados a ter um DPO, mas os que tratam grande volume de dados sensíveis sim. Verifique com um especialista se seu cartório se enquadra nessa obrigatoriedade.
C1 C2 C3
Política de Segurança da Informação (PSI) elaborada, aprovada e divulgada internamente
A PSI é um documento escrito que define as regras de segurança do cartório: quem pode acessar quais sistemas, como as senhas devem ser criadas, o que fazer em caso de problema, como os dados dos clientes são protegidos. Precisa ser aprovada pelo titular e comunicada a todos os funcionários. Pense nela como o "manual de segurança" do cartório.
Deve incluir PSI, PCN/PRD, criptografia, LGPD e gestão de fornecedores
C1 C2 C3
Autenticação individualizada implementada — credenciais compartilhadas vedadas
Cada funcionário do cartório precisa ter seu próprio login e senha nos sistemas — é proibido compartilhar uma mesma conta entre várias pessoas. Isso garante que seja possível saber exatamente quem fez cada ação no sistema. Se hoje dois funcionários usam o mesmo usuário e senha, isso precisa ser corrigido imediatamente.
C1 C2 C3
Autenticação multifator (MFA) implementada para acessos administrativos e sistemas críticos
O MFA (autenticação em dois fatores) é uma camada extra de segurança além da senha. Funciona assim: além de digitar a senha, o usuário precisa confirmar sua identidade por outro meio — como um código enviado por SMS ou um aplicativo de autenticação (Google Authenticator). É o mesmo sistema que os bancos usam. Protege contra o roubo de senhas.
C1 C2 C3
Registro formal das operações de tratamento de dados pessoais instituído (art. 7º §1º)
O cartório precisa manter um registro documentado de todas as atividades em que utiliza dados pessoais dos clientes: quais dados coleta, para que finalidade, por quanto tempo guarda e com quem compartilha. Esse registro é exigido pela LGPD e deve estar sempre atualizado e disponível para apresentação à ANPD se solicitado.
C1 C2 C3
Procedimento de comunicação de incidentes críticos à Corregedoria em até 72h definido
Se o cartório sofrer um problema grave de segurança — como invasão, vazamento de dados ou ransomware — existe a obrigação de comunicar a Corregedoria em até 72 horas. O cartório precisa ter definido previamente: quem faz essa comunicação, como faz, por qual canal e quais informações deve incluir. Isso precisa estar escrito no procedimento interno.
C1 C2 C3
Inventário completo de ativos tecnológicos elaborado (hardware, software, certificados, contratos)
É uma lista detalhada de tudo que o cartório possui relacionado à tecnologia: computadores, servidores, impressoras, roteadores, programas instalados, certificados digitais e contratos com fornecedores de TI. Cada item deve ter registrado: o que é, onde está, quem é responsável e quando precisa ser renovado. Sem esse inventário, é impossível gerenciar a segurança adequadamente.
C1 C2 C3
Licenciamento de todos os softwares regularizado — uso de versão EOL vedado
Todos os programas usados no cartório precisam ter licença legal e válida. Além disso, é proibido usar softwares "EOL" (End of Life) — programas que o fabricante parou de atualizar, como o Windows 7 ou Office 2010. Sistemas sem suporte não recebem mais correções de segurança e representam risco grave. Verifique: sistema operacional, sistema de cartório e banco de dados.
Inclui SO, SGBD e aplicativos críticos. Evidência documental da vigência do suporte deve ser mantida.
C1 C2 C3
Contratos com fornecedores revisados: confidencialidade, reversibilidade, portabilidade e LGPD
Os contratos com empresas que fornecem tecnologia ao cartório precisam conter cláusulas específicas garantindo: sigilo dos dados (confidencialidade), possibilidade de sair do serviço levando os dados (portabilidade), entrega dos dados ao encerrar o contrato (reversibilidade) e conformidade com a LGPD. Contratos antigos provavelmente precisam ser atualizados.

Etapa 2 — Infraestrutura e Continuidade

Energia, conectividade, PCN e PRD

Etapa 2 — Infraestrutura e Continuidade

11 itens a avaliar

0/11
C1 C2 C3
SAI/UPS instalado com autonomia mínima de 30 minutos para equipamentos críticos
O SAI ou UPS é um "nobreak" — um equipamento que fornece energia elétrica temporária quando a luz cai. O Provimento exige que os servidores e equipamentos críticos do cartório tenham um nobreak com bateria suficiente para funcionar por pelo menos 30 minutos. Esse tempo permite salvar os trabalhos, encerrar os sistemas corretamente e evitar perda de dados.
C1 C2 C3
Aterramento técnico adequado — laudo com ART assinado por profissional habilitado
O aterramento elétrico protege os equipamentos contra picos de tensão e raios. O Provimento exige que o aterramento seja feito conforme as normas técnicas e que exista um laudo assinado por um engenheiro eletricista com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrada no CREA, comprovando que está correto e seguro.
C1 C2 C3
Plano de contingência energética elaborado compatível com a classe
É um documento que define o que o cartório vai fazer em caso de falta de energia elétrica prolongada. Deve incluir: por quanto tempo o nobreak aguenta, se há gerador disponível, quais sistemas são prioritários, quando e como o atendimento será suspenso, e como os dados serão protegidos durante a interrupção. O plano precisa estar adequado ao porte do cartório.
C1 C2 C3
Ambiente físico adequado: controle de acesso, proteção contra incêndio, inundação e variações térmicas
O local onde ficam os servidores do cartório precisa ter proteções físicas básicas: trancas ou controle de acesso para impedir entrada de pessoas não autorizadas, extintor de incêndio adequado para equipamentos eletrônicos, proteção contra infiltrações de água, e ventilação ou ar-condicionado para evitar o superaquecimento dos equipamentos.
C1 C2 C3
Conectividade de internet compatível com a classe (C1≥2Mbps, C2≥10Mbps, C3≥50Mbps)
O cartório precisa ter uma conexão de internet com velocidade mínima de acordo com seu porte: Classe 1 pelo menos 2 Mbps, Classe 2 pelo menos 10 Mbps e Classe 3 pelo menos 50 Mbps. Essa velocidade é necessária para garantir que os backups em nuvem, as integrações com o CNJ e o trabalho diário funcionem sem interrupções.
C1 C2 C3
Roteador e switch instalados para gerenciamento das conexões
O roteador distribui a internet para todos os computadores do cartório. O switch conecta os computadores em rede interna. O Provimento exige que esses equipamentos existam e estejam configurados adequadamente — não é permitido usar apenas o roteador fornecido pela operadora de internet sem configuração e gerenciamento próprios.
C1 C2 C3
Segmentação lógica de rede implementada (C2/C3: VLANs obrigatórias; C1: medida técnica equivalente)
Segmentar a rede significa criar "redes separadas" dentro do mesmo local. Por exemplo: a rede que os clientes usam no balcão de atendimento deve ser completamente separada da rede interna dos servidores. Isso impede que um problema numa rede afete a outra. Para Classe 2 e 3, isso é feito com VLANs. Para Classe 1, basta uma separação básica equivalente.
C1 C2 C3
Plano de Continuidade de Negócios (PCN) formalizado com RTO e RPO definidos
O PCN define como o cartório vai continuar funcionando durante uma crise — seja uma falha de sistema, incêndio ou outro problema grave. Deve incluir: RTO (tempo máximo para retomar as operações após uma falha) e RPO (período máximo de dados que podem ser perdidos sem impacto grave). Esses valores variam conforme a classe do cartório.
C1 C2 C3
Plano de Recuperação de Desastres (PRD) formalizado com medidas de 30 e 90 dias
O PRD detalha os passos práticos para recuperar completamente o cartório após um desastre grave (como perda total de dados). Deve incluir ações imediatas nos primeiros 30 dias (emergência) e o plano de recuperação completa em 90 dias. É diferente do PCN: o PCN foca em continuar operando durante a crise, o PRD foca em recuperar tudo depois.
C1 C2 C3
Proteção de endpoint (antivírus/antimalware) implantada em todas as estações e servidores
Todos os computadores e servidores do cartório precisam ter um software de proteção instalado e ativo — antivírus ou antimalware. Isso inclui computadores da recepção, estações de trabalho dos escreventes e servidores. O software precisa estar atualizado. Não é suficiente ter apenas no servidor; todos os computadores precisam ter proteção.
C1 C2 C3
Documento técnico de arquitetura elaborado (topologia, fluxos, backups, integrações)
É um documento que descreve como toda a infraestrutura de TI do cartório está organizada: quais equipamentos existem, como estão conectados, como os dados fluem pelos sistemas, onde os backups são armazenados e quais são as integrações com sistemas externos (CNJ, Receita Federal, etc.). Funciona como o "mapa" da infraestrutura e é essencial para suporte e auditoria.

Etapa 3a — Criptografia

Dados em trânsito, em repouso e backups

Etapa 3a — Criptografia

5 itens a avaliar

0/5
C1 C2 C3
Criptografia para dados em trânsito implementada: TLS 1.2 ou superior em todas as comunicações
Quando os dados do cartório "viajam" pela internet — como quando o sistema acessa um servidor remoto ou envia informações ao CNJ — esses dados precisam estar protegidos por criptografia. O TLS 1.2 é o padrão atual. Na prática, significa que o sistema deve usar conexões HTTPS e que protocolos antigos e inseguros (como SSL ou TLS 1.0) devem estar desativados.
C1 C2 C3
Criptografia para dados críticos em repouso implementada: mínimo AES-256
Os dados armazenados (em repouso) também precisam ser criptografados. O AES-256 é o padrão exigido — o mesmo usado por bancos e governos. Na prática, significa que mesmo se alguém roubar fisicamente um HD do cartório, não conseguirá ler os dados sem a chave de descriptografia. Verifique com o fornecedor do seu sistema se esse recurso está ativo.
C1 C2 C3
Backups criptografados — chave sob custódia exclusiva da serventia (não do provedor de nuvem)
Os arquivos de backup precisam estar criptografados. O ponto crítico: a chave para abrir esses backups deve estar sob controle exclusivo do cartório — não apenas do fornecedor do serviço de nuvem. Isso significa que se o contrato com o fornecedor encerrar ou se a empresa fechar, o cartório ainda consegue acessar seus próprios backups.
C1 C2 C3
Gestão formal de chaves criptográficas: inventário, segregação de custódia e política de rotação
As "chaves criptográficas" são como as senhas que abrem os dados criptografados. O cartório precisa: ter um registro de todas as chaves; definir quem tem acesso a cada uma (não deve ser uma só pessoa); e estabelecer quando e como as chaves devem ser trocadas. Se uma chave for perdida, os dados criptografados com ela são irrecuperáveis — por isso essa gestão é crítica.
C1 C2 C3
Algoritmos depreciados vedados — revisão periódica dos padrões criptográficos implementada
Com o avanço da tecnologia, alguns métodos antigos de criptografia se tornam inseguros e são "aposentados". O cartório precisa garantir que não usa métodos ultrapassados (como MD5, SHA-1 ou DES). Além disso, deve haver revisão periódica para verificar se os padrões atuais ainda são seguros e atualizar quando necessário.

Etapa 3b — Backup e Armazenamento

Rotinas, redundância geográfica e testes de restauração

Etapa 3b — Backup e Armazenamento

6 itens a avaliar

0/6
C1 C2 C3
Rotina automatizada de backup completo dentro da periodicidade da classe (C3:24h, C2:48h, C1:72h)
O cartório precisa fazer backup completo de todos os seus dados automaticamente, sem depender de alguém lembrar de fazê-lo. A frequência mínima depende do porte: Classe 3 a cada 24 horas, Classe 2 a cada 48 horas e Classe 1 a cada 72 horas. "Backup completo" significa copiar absolutamente todos os dados, não apenas as alterações recentes.
C1 C2 C3
Backup incremental compatível com o RPO da classe (C3:4h, C2:12h, C1:24h)
Além do backup completo periódico, o cartório precisa fazer backups das alterações mais frequentes. O objetivo é limitar a perda máxima de dados: Classe 3 pode perder no máximo 4 horas de dados, Classe 2 no máximo 12 horas e Classe 1 no máximo 24 horas. Isso é o que o Provimento chama de RPO (Recovery Point Objective — ponto mínimo de recuperação).
C1 C2 C3
Backups armazenados em no mínimo dois ambientes tecnicamente independentes com redundância geográfica
Os backups precisam estar guardados em pelo menos dois lugares diferentes e independentes. Por exemplo: um backup local (no próprio cartório) e outro em nuvem (servidor em outra cidade ou estado). "Independentes" significa que um problema que afete um local não pode afetar o outro — se o cartório pegar fogo, o backup em nuvem ainda existe.
C1 C2 C3
Proteção anti-ransomware em pelo menos um ambiente de backup (WORM, bloqueio de retenção)
Ransomware é um vírus que sequestra os dados e cobra resgate. Criminosos cada vez mais atacam também os backups. Para se proteger, pelo menos um dos ambientes de backup precisa usar tecnologia que torna os arquivos imutáveis por um período — ninguém consegue apagar ou alterar esses backups. Isso garante que mesmo após um ataque de ransomware, o backup estará intacto.
C1 C2 C3
Monitoramento das rotinas de backup com alertas automáticos e registro formal de falhas
O sistema de backup precisa ser monitorado automaticamente. Se um backup falhar, o responsável deve receber um alerta imediato — por e-mail ou no próprio sistema. Além disso, deve ser mantido um registro de todas as falhas ocorridas, com data, causa e solução. Backup que não é monitorado pode falhar silenciosamente por meses sem que ninguém perceba.
C1 C2 C3
Testes documentados de restauração realizados com periodicidade mínima (C3:semestral, C1/C2:anual)
Ter backup não é suficiente — é preciso testar regularmente se ele funciona de verdade, simulando uma restauração real. Classe 3 deve fazer esse teste a cada 6 meses, e Classes 1 e 2 pelo menos uma vez por ano. Cada teste deve ser documentado em uma ata com: data, o que foi testado, resultado e quem realizou. Esses registros devem ser guardados por 5 anos.
Registros preservados por 5 anos — Ata conforme Anexo V do Provimento

Etapa 3c — Segurança Perimetral

Firewall, IPS/IDS, endpoint e alta disponibilidade

Etapa 3c — Segurança Perimetral

4 itens a avaliar

0/4
C1 C2 C3
Firewall stateful com IPS/IDS ou solução equivalente implantado
O firewall controla o tráfego de rede do cartório, bloqueando acessos não autorizados. O modelo "stateful" é mais avançado — ele analisa o contexto de cada conexão. O IPS (Sistema de Prevenção de Intrusão) e IDS (Sistema de Detecção de Intrusão) identificam e bloqueiam ataques em tempo real. Muitos roteadores modernos já incluem essas funcionalidades — verifique com seu fornecedor de TI.
C2 C3
Solução avançada de proteção de endpoint com monitoramento ativo e detecção de comportamento anômalo
Para Classe 2 e 3, o antivírus básico não é suficiente. É necessária uma solução mais avançada — conhecida como EDR (Endpoint Detection and Response) — que monitora continuamente o comportamento dos computadores. Por exemplo: se um programa começar a criptografar arquivos (comportamento típico de ransomware), o sistema detecta e bloqueia automaticamente, mesmo que o vírus seja desconhecido.
C1 C2 C3
Mecanismos de tolerância a falhas ou alta disponibilidade compatíveis com a classe
Alta disponibilidade significa que o sistema continua funcionando mesmo se um componente falhar. Para Classe 3, isso é obrigatório — geralmente com servidores redundantes que assumem automaticamente se o principal falhar. Para Classes 1 e 2, basta ter um plano que garanta o tempo máximo de recuperação e a perda máxima de dados dentro dos limites exigidos, documentado no PCN.
C3: HA obrigatório. C1/C2: solução que garanta RTO/RPO documentados é suficiente
C1 C2 C3
SGBD com integridade transacional e logs ativos em uso
O SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) armazena todos os dados do cartório. O Provimento exige: "integridade transacional" (garantia de que uma operação é gravada completamente ou não é gravada — nunca pela metade) e "logs ativos" (registro de todas as operações realizadas no banco). Verifique com o fornecedor do seu sistema de cartório se essas funcionalidades estão ativas.

Etapa 3d — Trilhas de Auditoria

Logs imutáveis, retenção de 5 anos e integridade

Etapa 3d — Trilhas de Auditoria

5 itens a avaliar

0/5
C1 C2 C3
Trilhas de auditoria imutáveis implementadas: usuário, data/hora/minuto/segundo, operação e resultado
As trilhas de auditoria são registros automáticos de tudo que acontece nos sistemas: quem fez, o que fez, quando fez e qual foi o resultado. Precisam ser "imutáveis" — ninguém consegue apagar ou alterar esses registros, nem o administrador. Cada registro deve ter: identificação do usuário, data e hora exata até o segundo, o tipo de operação e se foi bem-sucedida ou não.
C1 C2 C3
Sincronização de tempo dos sistemas por fonte confiável (NTP ou equivalente)
Para que as trilhas de auditoria sejam confiáveis, todos os computadores e servidores do cartório precisam ter o mesmo horário correto e sincronizado. Isso é feito através do NTP (Network Time Protocol) — um serviço que ajusta automaticamente o relógio de todos os equipamentos baseado em fontes confiáveis. Se os relógios estiverem errados ou diferentes entre si, os registros de auditoria perdem validade.
C1 C2 C3
Trilhas de auditoria retidas por mínimo de 5 anos com mecanismo de verificação de integridade
Os registros de auditoria precisam ser guardados por pelo menos 5 anos. Além disso, deve existir um mecanismo que comprove que esses registros não foram alterados — geralmente feito com assinaturas digitais ou funções hash que criam uma "impressão digital" de cada registro. Se alguém tentar modificar um registro antigo, essa impressão digital muda e a alteração fica evidente.
C1 C2 C3
Nível mínimo de log atendido (C1/C2: Nível Essencial; C3: Nível Intermediário)
O Provimento define dois níveis mínimos. Nível Essencial (Classes 1 e 2): registrar todos os logins e logouts, erros do sistema e tentativas de acesso negadas. Nível Intermediário (Classe 3): além do essencial, registrar também alterações cadastrais, exportações de dados, acessos a informações sensíveis e tentativas de acesso não autorizado. Verifique com o fornecedor do seu sistema se esses logs estão sendo gerados.
C1 C2 C3
Trilhas de auditoria integradas às rotinas de backup e recuperação
Os logs de auditoria precisam ser incluídos nos backups junto com os demais dados do cartório. Em caso de investigação ou auditoria, os registros precisam estar disponíveis mesmo que o sistema principal esteja fora do ar — por isso devem fazer parte da rotina de backup e do plano de recuperação de desastres.

Etapa 4 — Monitoramento e Validação

Vulnerabilidades, pentest e simulações de desastre

Etapa 4 — Monitoramento e Validação

7 itens a avaliar

0/7
C1 C2 C3
Relatório de conformidade de auditoria emitido: imutabilidade, identificação, sincronização e retenção
O cartório precisa emitir um relatório formal que comprove que suas trilhas de auditoria estão em conformidade: que são imutáveis, que identificam corretamente os usuários, que o horário está sincronizado e que estão sendo retidas por 5 anos. Esse relatório serve como evidência para apresentar à Corregedoria em caso de fiscalização.
C1 C2 C3
Rotina documentada de atualização periódica de sistemas e aplicações (patching) instituída
Atualizar sistemas (patching) é instalar correções de segurança lançadas pelos fabricantes de software. Hackers exploram falhas em sistemas desatualizados. O cartório precisa ter uma rotina definida para aplicar essas atualizações em todos os sistemas: sistema operacional, sistema de cartório, banco de dados, antivírus. A rotina deve definir quem faz, com qual frequência e como é registrado.
C1 C2 C3
Gestão formal de vulnerabilidades: críticas tratadas em 30 dias; exploração ativa em 72h
Quando uma falha de segurança é descoberta nos sistemas do cartório, existe prazo para corrigi-la: vulnerabilidades críticas devem ser corrigidas em até 30 dias; se a falha já estiver sendo explorada ativamente por hackers, deve ser contida em até 72 horas. O cartório precisa ter um processo documentado de como identifica, classifica, prioriza e corrige vulnerabilidades.
C1 C2 C3
Simulação anual de desastre para validação do PCN e PRD realizada
Ter o Plano de Continuidade (PCN) e o Plano de Recuperação (PRD) escritos não é suficiente — é preciso testá-los na prática pelo menos uma vez por ano. A simulação consiste em agir como se um desastre real tivesse ocorrido e verificar se os planos funcionam conforme previsto. Cada simulação deve ser documentada com os resultados e as melhorias identificadas.
C1 C2 C3
Testes documentados de restauração de backup realizados com Ata (modelo Anexo V do Provimento)
Cada teste de restauração de backup deve ser registrado em uma Ata seguindo o modelo do Anexo V do Provimento 213. A ata deve conter: data e hora do teste, quem realizou, quais dados foram restaurados, de qual período era o backup, quanto tempo levou a restauração e se foi bem-sucedida.
C3
Teste de intrusão (pentest) ou metodologia equivalente realizado a cada 2 anos
O pentest é um teste onde especialistas em segurança tentam invadir os sistemas do cartório de forma controlada e autorizada, para descobrir falhas antes que criminosos o façam. Para Classe 3, esse teste deve ser realizado a cada 2 anos por profissionais certificados. O resultado deve ser documentado com as vulnerabilidades encontradas e as correções realizadas.
Dispensado se operar integralmente em SaaS centralizado com relatório técnico do fornecedor
C1 C2 C3
Análise de causa raiz e lições aprendidas documentadas para todos os incidentes classificados
Quando ocorre um incidente de segurança, não basta resolver o problema imediato. O cartório precisa investigar e documentar: por que aconteceu (causa raiz), o que foi feito para resolver, e quais mudanças serão implementadas para evitar que se repita (lições aprendidas). Essa documentação é fundamental para melhorar continuamente a segurança e demonstrar comprometimento em fiscalizações.

Etapa 5 — Interoperabilidade e Governança

Portabilidade, padrões abertos e declarações no CNJ

Etapa 5 — Interoperabilidade e Governança

8 itens a avaliar

0/8
C1 C2 C3
Sistemas adequados para interoperabilidade com plataformas de fiscalização do CNJ
Os sistemas do cartório precisam ser capazes de se comunicar com as plataformas digitais do CNJ (como o Sistema Justiça Aberta). O sistema deve conseguir exportar dados nos formatos e protocolos exigidos pelo CNJ de forma segura e autenticada. Verifique com o fornecedor do seu sistema de cartório se essa integração já está implementada.
C1 C2 C3
Padrões abertos e formatos não proprietários adotados (PDF/A, XML) — dependência de fornecedor prevenida
Os documentos e dados do cartório devem ser armazenados em formatos que qualquer sistema consiga ler, como PDF/A (versão do PDF para arquivamento de longa duração) e XML. Isso evita que o cartório fique "preso" a um único fornecedor: se precisar mudar de sistema, consegue levar todos os dados. Sistemas que armazenam dados em formatos proprietários devem ser evitados.
C1 C2 C3
Capacitação periódica dos colaboradores sobre operação segura dos sistemas e backups instituída
A maioria dos problemas de segurança começa por erro humano: clicar em links maliciosos, usar senhas fracas, não fazer backup. O cartório deve promover treinamentos regulares para todos os funcionários sobre: como usar os sistemas com segurança, como identificar tentativas de golpe (phishing), a importância dos backups e o que fazer em caso de incidente. Cada treinamento deve ser registrado.
C1 C2 C3
PSI e padrões criptográficos revisados formalmente após alterações normativas ou tecnológicas
A Política de Segurança da Informação e os métodos de criptografia usados precisam ser revisados e atualizados quando o CNJ publica novas normas ou quando os padrões tecnológicos evoluem. O cartório deve ter um processo formal de revisão com registro de data, o que mudou e quem aprovou as alterações.
C1 C2 C3
Plano formal de reversibilidade e portabilidade de dados elaborado
O cartório precisa ter um plano escrito que descreva como recuperar todos os seus dados caso precise encerrar o contrato com um fornecedor de tecnologia. O plano deve especificar: em qual formato os dados serão entregues, em quanto tempo, quem é responsável pela entrega, e como verificar que todos os dados foram transferidos corretamente. Protege o cartório de ficar refém de fornecedores.
C1 C2 C3
Simulação documentada de extração integral do acervo em formato interoperável realizada
O cartório deve simular periodicamente a extração completa de todo o seu acervo digital em formato aberto e verificar se os dados estão íntegros. Classe 3 deve fazer esse teste a cada 2 anos, Classe 2 a cada 2,5 anos e Classe 1 a cada 3 anos. Também deve ser feito imediatamente ao trocar de fornecedor de sistema.
Periodicidade: C3=24m, C2=30m, C1=36m. Imediatamente após troca de fornecedor.
C1 C2 C3
Declarações de conclusão de todas as etapas registradas no Sistema Justiça Aberta
Ao concluir cada etapa do Provimento 213, o cartório precisa registrar formalmente essa conclusão no Sistema Justiça Aberta do CNJ. Não basta implementar as medidas — é preciso declarar oficialmente que foram implementadas. Essas declarações são monitoradas pela Corregedoria. A ausência de declaração é equivalente ao não cumprimento do Provimento.
C1 C2 C3
Renovação anual da declaração de conformidade no Sistema Justiça Aberta com síntese do dossiê
Além das declarações por etapa, o cartório precisa renovar anualmente sua declaração geral de conformidade no Sistema Justiça Aberta, incluindo um resumo do dossiê técnico atualizado. Isso garante que o CNJ saiba que o cartório mantém as adequações ao longo do tempo. A renovação deve ser feita mesmo que nada tenha mudado no cartório.
de conformidade com o Provimento CNJ 213/2026
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